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29 de março de 2015

O resgate nem tão distante

O resgate nem tão distante do que ficou pra trás.
Aquilo que se deixa ser resgatado.
Reelaborado, ressignificado.
O que pode ser resgatado.
Abre novos caminhos internos.
Solar para brilhar, equilibrar.
Movimento energético, vibração.
Antigos novos pensamentos, atitudes.
O sorriso reinventado.
Sentimentos liberados.
Solar para brilhar, libertar.
Resgatar o que tiver de ser(há).

17 de agosto de 2014

Seu outro mundo


Aquele mundo que teimosamente eu tento me inserir, e você, solidariamente me convida a entrar.
Não é meu, ao menos parte dele não é, mas eu não consigo acreditar muito nessa história de metade, ou faço parte ou não faço.
Talvez a gente até consiga separar em dois mundos, só pra facilitar.
E então, eu caibo ai do teu lado, nas quatro paredes do teu quarto, ou do meu, tanto faz.
Mas lá fora, nesse frio, nessa multidão não sou tua, nem tu és meu.
Nem aquelas histórias, ou fotos de recordação, nada disso me toma, me abraça.
Em falar de abraço, queria um seu, um nosso!
Dai eu me lembro que não posso, este mundo não é meu!

8 de junho de 2014

Banhar-Se(r)

Ela tombou a cabeça para trás
Mergulhando na cascata que caía do chuveiro
E deixou aquela sensação percorrer todo seu corpo
Ouriçando-lhe os pelos
Abrindo os caminhos da sua mente
Ao redor o tempo passa
Por dentro o mundo desaba
Seus pés perdidos na espuma que se espalha
E no vapor da água quente seu pensamento se esvai

18 de maio de 2014

Tem vida, ter vida.

Tem coisas que não consigo digerir, e outras que nem sequer tento engolir. 
Gente com quem não me bato,  e gente em quem eu deveria bater.
Tem dias que eu não consigo dormir, e dias que eu de fato não deveria dormir (mas durmo!)
Tem lixo que eu acumulo, e luxo que pra mim vira lixo.
Tem sentimentos que eu escondo, e muitos que extravaso quando deveria esconder.
Tem eu vivendo momentos errados, tem eu aprendendo a fazer o certo com o que parece errado.
Tem espiões de vidas, esquecendo a própria vida.

3 de maio de 2014

Um corpo sobre o colchão


Ela repousa o corpo sobre o colchão
Coberta dos pés a cabeça
Na intenção de se esconder do mundo
De se blindar contra a dor
Tem um buraco no seu ventre
Tem um vazio em si
Um corpo sobre o colchão
Repousa dos pés a cabeça
Cobre-se, blinda-se do mundo
Tem dor no seu ventre vazio
Tem um buraco em si
Um colchão...
Um corpo...
Um vazio...

6 de abril de 2014

Vida Morena


Joga teus cabelos ao vento
Joga teus sonhos ao léu
Roda essa saia no samba
Roda teu mundo no meu
Floresce o mar de rosas brancas
Evoca teu riso à luz do sol
Oh morena, que esse brilho dos teus olhos nunca apague
Que o amor pela vida nunca finde
Seja tu a beleza desse céu
Oh morena, que se enfeita o tempo todo
Não se entristeça com a passagem dos dias
Que o tempo, ele é manso se tu fores
E a espera é tua guia
Só caminhe onde amigos possam estar
Só esteja onde lhe couber
Que no peito tu carregues só amores
E na vida só ande com fé!

1 de março de 2014

Solta esse amor




Daqui de dentro tudo parece mais bonito
A luz brilha forte, o coração bate rápido
Mas o peito é apertado, solte-me!
Sou feito de vento e fogo
Sou feito para estar por aí...
Prenda-me se for capaz
Daqui de fora é mais bonito
O ar é úmido feito teus lábios
É livre!
Prenda-me se for capaz
Não, não me prenda
Sou feito para estar por aí
Por aqui, por lá... Para estar!
Sou fogo que arde sem se ver
Deixe-me livre pra caber,
Em você, em mim, em nós!

3 de janeiro de 2014

Queimar!

Tudo que eu queria era ver você queimar
Veja minhas chamas flamejando
Como a Fênix que arde em pele
Tudo que eu queria era queimar com você
Transcender ao calor dos teus braços
Virar cinzas...
Ser o pó acumulado nos teus cantos
Ser teu incêndio, teu encanto






2 de dezembro de 2013

Falsa presença

Quem você acha que é?
Para chegar bagunçando minha morada
Quem você acha que foi
Para sair prometendo voltar?
Não é o guardião do meu coração
Não foi a calma pra minha alma
Então não olhe pra trás
Eu nunca estive aí dentro de você
Por isso desista de querer estar aqui
Enquanto ainda está lá...
Eu nunca pude sequer te bagunçar
Por isso desista de jurar à mim
Enquanto ainda estiver lá..
Quem você acha que será
Quando resolver voltar?

1 de novembro de 2013

Viver parar morrer



Quanto vale uma vida? Quanto vale um corpo inerte? Será que é possível mensurar?
Passamos anos e anos sem pensar na morte, afinal, se temos uma vida inteira pra viver, por qual motivo iremos pensar no último dia? Às vezes passamos anos abdicando de nós mesmos para viver em função de outros, aquele velho utilitarismo de fazer a felicidade alheia se multiplicar, e a gente? Nada! Mas há também quem prefira ser egoísta, fazer de outras pessoas sua própria escada. Depois da morte alguém vai ousar julgar?!
E tem aquela luta diária de se manter em pé, a superação de quem já foi humilhado, discriminado, passou fome e frio, ou até mesmo quem não sofreu nada disso... Toda história de vida é válida, tem a sua importância. Certa vez eu li uma frase que diz assim: “Morrer para viver e viver parar morrer”. E sabe por que eu nunca esqueci? Porque cada suspiro é um morrer fisiologicamente, para que novas células nasçam, novas funções no nosso corpo nos façam viver. Cada segundo vivido é um passo para a morte, onde todos nós seremos iguais, carne podre, ossos, pó... No caixão ninguém é rico ou pobre, negro ou branco, hétero ou gay; somos apenas uma matéria morta, uma vida que se finda.
E novamente eu pergunto quanto vale uma vida? Vale os bens que deixamos? As crianças que geramos; os sorrisos e as lágrimas que nos tiraram? Vale ter vivido mornamente o medo da morte ou intensamente o caminho que nos leva até ela? Não sei, não sabemos! Quem vai poder responder?! Se cada ser é único, cada vida é rara e custa o quanto cada pessoa quiser custar... Pode valer tudo e ao mesmo tempo valer nada.
Lembrem-se e caso seja necessário também me lembrem: Todos chegarão lá um dia, mais cedo ou mais tarde, é a lei da vida, o que nasce hoje um dia terá que morrer. E a lacuna que fica entre o início e o fim, cabe a nós escolher como vamos preencher.

7 de outubro de 2013

Versos afogados


A água corre rápida e fria por mim
Lava minh'alma, afoga os sentimentos
Meus sulcos estão cada vez mais profundos
Viro oceano obscuro, me reviro
Afundo.

4 de setembro de 2013

Do que faz de mim Vanessa


Eu vivo de sorrisos, momentos e amores
Nasço como o sol esquentando a manhãzinha
Durmo como a lua que brilha timidamente no céu
Eu sinto como a grama sob meus pés
E o vento que bagunça meus cabelos
Me movimento como o som ouvido de longe
E a água que cai rápida e gelada sobre mim
Eu vivo de sorrisos, momentos e amores
O simples olhar de quem está ao lado
A voz rouca, que me rouba arrepios
O grito louco, de sufoco, de socorro
O toque quente da mão que me acalenta
O abraço sincero, o amigo que espero
Eu vivo de sorrisos, momentos e amores
Do riso frouxo, do amor roxo, da amizade de rocha
E aquela vontade incontrolável de cantar mais
De dançar, pular, mexer!
Ou apenas cair sobre os joelhos
Humildemente pedindo aos céus
Que no dia seguinte eu ainda viva
De sorrisos, momentos e amores

13 de agosto de 2013

Sem medo de ser feliz (seja lá como for)

É tão bom estar na mesma sintonia de alguém, olhar na mesma direção. Sem medos nem enganos, sem palavras não ditas. E como canta Jorge Vercilo:
"Não tô nem aí
Eu não tô nem aqui pro que dizem
Eu quero é ser feliz, e viver pra ti
Pode me abraçar sem medo
Pode encostar tua mão na minha
Meu Amor".
Ser pleno em seu sentimento, ser verdadeiro consigo mesmo e com quem está ao seu lado é um dever humano. Não importa quantos te dirão palavras negativas ou quantos falarão de vocês, amor é amor em qualquer lugar. Falo de um amor sincero, ousado e que não se esconde, não se envergonha de ser como é.
Andar no mesmo caminho não é questão de facilidade, não significa um romance calmo, mas sim uma questão de felicidade. Demonstre carinho independente do que vão pensar, simplesmente recuse-se a viver de aparências.
Porque gostar é lindo, amar é divino. Mas se não der, se a vibe não for a mesma, diz tchau sem medo, com respeito e continua a caminhada em busca de ser inteiro. A maior prova de carinho é saber cuidar do outro mesmo que distante, é recuar para não magoar quem se quer bem. Desapegar de alguém não precisa ser sofrido, pelo contrário, é um gesto digno quando ambos os lados não estão felizes. O importante é ter a convicção do que se quer, e entender que muitas vezes há coisas bem melhores pra se oferecer em uma amizade do que em um namoro.

8 de junho de 2013

Caminho de volta


Andei por ai... Não foram mil léguas e tampouco mil passos.
Apenas foi a distancia necessária para que eu me fizesse segura.
Desgostei de coisas, amei outras. Não esqueci o que me fez feliz, mas pude enxergar o que neste momento em que vivo realmente me faz sorrir.
Não abandonei meus textos, minhas palavras confusas, somente soltei a mão como uma criança que aprende a andar.  
Permitir-me fazer mais, ser mais de mim mesma e voltei!
Regressei renovada, para escrever mais dez ou cem poemas.   
O importante é que não me perdi, decorei o caminho da volta como quem decora o próprio nome e trouxe na bagagem muito mais coisa pra compartilhar e, tantas outras questões pra aprender.  
Venho mais leve de medos, de mágoas, e certamente uma tonelada mais pesada de otimismo, ambições e coragem.
Não foi desta vez caros amigos que vos abandonei em definitivo.  
Parei um pouco de escrever, mas não de sentir. 
Fui ver o rosto do mundo, mas já voltei ao seio amado do DF.

Vanessa Barbosa.


26 de abril de 2013

Há braços.

Aonde houver braços,
Há abraços.
Onde abraços,
Cabem nos braços.
Onde teus braços,
Me abraçam.
Onde meus abraços,
Te enlaçam.
Onde nosso enlaço,
Se faz embaraço.
E nesse nosso abraço,
Te guardo.

Vanessa Barbosa.