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29 de março de 2015

O resgate nem tão distante

O resgate nem tão distante do que ficou pra trás.
Aquilo que se deixa ser resgatado.
Reelaborado, ressignificado.
O que pode ser resgatado.
Abre novos caminhos internos.
Solar para brilhar, equilibrar.
Movimento energético, vibração.
Antigos novos pensamentos, atitudes.
O sorriso reinventado.
Sentimentos liberados.
Solar para brilhar, libertar.
Resgatar o que tiver de ser(há).

22 de setembro de 2014

O amor e a frenesi


Das tantas experiências que a vida nos proporciona, sem dúvida alguma, amar é a mais irrecusável. Simplesmente acontece, nenhuma tentativa de fuga será efetiva.
O amor é essa energia muito louca que nos movimenta, é angustiante e eufórico.
Doar afeto a alguém pode ser mágico e torturante ao mesmo tempo, mas de todo modo é intenso, profundo.
É ter um jardim inteiro de borboletas dentro do estômago e uma constelação na cabeça.
O tempo é capaz de seguir em câmera lenta, enquanto o coração acelera aqui dentro.
Ame e acorde com aquele sorriso bobo, aquele humor de dar bom dia a urubu. Mas saiba que haverão momentos em que você vai chorar sim, vai sentir dor e medo, e mesmo assim vai ter forca pra lutar, pra viver e amar.
E vai espernear de amor, semear amor, ser amor na sua forma mais frenética de existir!

17 de agosto de 2014

Seu outro mundo


Aquele mundo que teimosamente eu tento me inserir, e você, solidariamente me convida a entrar.
Não é meu, ao menos parte dele não é, mas eu não consigo acreditar muito nessa história de metade, ou faço parte ou não faço.
Talvez a gente até consiga separar em dois mundos, só pra facilitar.
E então, eu caibo ai do teu lado, nas quatro paredes do teu quarto, ou do meu, tanto faz.
Mas lá fora, nesse frio, nessa multidão não sou tua, nem tu és meu.
Nem aquelas histórias, ou fotos de recordação, nada disso me toma, me abraça.
Em falar de abraço, queria um seu, um nosso!
Dai eu me lembro que não posso, este mundo não é meu!

1 de agosto de 2014

Afeto Simples


Demonstrações de afeto são as mais simples possíveis
O fazer vem do coração, falar só com muito amor
Não é preciso dar provas espetaculares de carinho
Apenas sinta, abrace, cheire e beije, existe apego maior que este?
Estimaremos os que tomam conta do nosso coração
Não duvide, não duvidem, jamais...
O amor é simplório e anda descalço

8 de junho de 2014

Banhar-Se(r)

Ela tombou a cabeça para trás
Mergulhando na cascata que caía do chuveiro
E deixou aquela sensação percorrer todo seu corpo
Ouriçando-lhe os pelos
Abrindo os caminhos da sua mente
Ao redor o tempo passa
Por dentro o mundo desaba
Seus pés perdidos na espuma que se espalha
E no vapor da água quente seu pensamento se esvai

18 de maio de 2014

Tem vida, ter vida.

Tem coisas que não consigo digerir, e outras que nem sequer tento engolir. 
Gente com quem não me bato,  e gente em quem eu deveria bater.
Tem dias que eu não consigo dormir, e dias que eu de fato não deveria dormir (mas durmo!)
Tem lixo que eu acumulo, e luxo que pra mim vira lixo.
Tem sentimentos que eu escondo, e muitos que extravaso quando deveria esconder.
Tem eu vivendo momentos errados, tem eu aprendendo a fazer o certo com o que parece errado.
Tem espiões de vidas, esquecendo a própria vida.

6 de maio de 2014

Hoje eu acordei gostando mais de mim




Hoje eu acordei gostando mais de mim, com aquele desejo de dedicar mais músicas a mim mesma, mais poemas. Olhar no espelho e sorrir e o eu no espelho sorrir de volta, e sempre sorrir, sorrir.
Perdi a conta de quantas vezes ouvi aquela frase: “Se eu não me amar, ninguém mais me amará”. Penso que eu sempre me amei só que não sabia disto; era uma espécie de admiradora secreta de mim mesma. Por mais que tivesse pensamentos negativos a cerca das minhas atitudes, da minha aparência, por mais que eu sonhasse com um outro eu, no fundo, bem lá no fundo eu me amava.
Foi por isso que eu parei de pensar, parei de sabotar minha própria personalidade, cortei relações com a minha vergonha, quebrei os limites que outras pessoas me davam. Libertei! E tenho sido assim feliz, incansavelmente me libertando de tudo que aprisiona minha felicidade.

28 de abril de 2014

Sobre uma amizade...


Tão estranha essa nossa convivência
Habitar inóspito que se faz possível
De tão necessário, é agradável
Não ter mais resistência
Tirar a capa, quebrar a casca
Acabar com o pertencer
Num olhar, num sorriso
Compartilhar o ser
Nessa brincadeira de ser amiga
Ressignificar a vida
Com você! 



6 de abril de 2014

Vida Morena


Joga teus cabelos ao vento
Joga teus sonhos ao léu
Roda essa saia no samba
Roda teu mundo no meu
Floresce o mar de rosas brancas
Evoca teu riso à luz do sol
Oh morena, que esse brilho dos teus olhos nunca apague
Que o amor pela vida nunca finde
Seja tu a beleza desse céu
Oh morena, que se enfeita o tempo todo
Não se entristeça com a passagem dos dias
Que o tempo, ele é manso se tu fores
E a espera é tua guia
Só caminhe onde amigos possam estar
Só esteja onde lhe couber
Que no peito tu carregues só amores
E na vida só ande com fé!

1 de março de 2014

Solta esse amor




Daqui de dentro tudo parece mais bonito
A luz brilha forte, o coração bate rápido
Mas o peito é apertado, solte-me!
Sou feito de vento e fogo
Sou feito para estar por aí...
Prenda-me se for capaz
Daqui de fora é mais bonito
O ar é úmido feito teus lábios
É livre!
Prenda-me se for capaz
Não, não me prenda
Sou feito para estar por aí
Por aqui, por lá... Para estar!
Sou fogo que arde sem se ver
Deixe-me livre pra caber,
Em você, em mim, em nós!

3 de janeiro de 2014

Queimar!

Tudo que eu queria era ver você queimar
Veja minhas chamas flamejando
Como a Fênix que arde em pele
Tudo que eu queria era queimar com você
Transcender ao calor dos teus braços
Virar cinzas...
Ser o pó acumulado nos teus cantos
Ser teu incêndio, teu encanto






18 de dezembro de 2013

Meu pretérito perfeito



E quando tu choraste
Eu enxuguei
Quando tremeste
Eu te abracei
Quando quiseste sentir prazer
Eu cedi
E quando tu disseste que amava
Eu me iludi
E então, quando viraste as costas
Eu chorei
Mas quando voltaste
Eu não me rendi
Porque quando tu acordaste
Eu não estava mais aqui!



2 de dezembro de 2013

Falsa presença

Quem você acha que é?
Para chegar bagunçando minha morada
Quem você acha que foi
Para sair prometendo voltar?
Não é o guardião do meu coração
Não foi a calma pra minha alma
Então não olhe pra trás
Eu nunca estive aí dentro de você
Por isso desista de querer estar aqui
Enquanto ainda está lá...
Eu nunca pude sequer te bagunçar
Por isso desista de jurar à mim
Enquanto ainda estiver lá..
Quem você acha que será
Quando resolver voltar?

1 de dezembro de 2013

Absolvição

Perdão, minh'alma
Por sentir saudades de certos abraços
Perdão, minh'alma
Por aquele velho masoquismo inconsciente
Perdão, minh'alma
Por atribuir sofrimento a quem não merece
Perdão... Em vão...
Minha alma!


7 de outubro de 2013

Versos afogados


A água corre rápida e fria por mim
Lava minh'alma, afoga os sentimentos
Meus sulcos estão cada vez mais profundos
Viro oceano obscuro, me reviro
Afundo.

29 de setembro de 2013

Quem és?

Quem és tu pessoa estranha insegura
Que procura autoafirmação nos olhos alheios
Quem és tu pequena criatura usurpadora
De corpos um dia já libertos
Do medo e da usura social
Quem és tu alma vagante
Entre as quatros paredes
Da sela que te aprisiona
Quem és tu vulto
Que segue pelos becos
Sibilando as entidades
Quem és tu que habita ali
Aqui, em mim, em nós!

4 de setembro de 2013

Do que faz de mim Vanessa


Eu vivo de sorrisos, momentos e amores
Nasço como o sol esquentando a manhãzinha
Durmo como a lua que brilha timidamente no céu
Eu sinto como a grama sob meus pés
E o vento que bagunça meus cabelos
Me movimento como o som ouvido de longe
E a água que cai rápida e gelada sobre mim
Eu vivo de sorrisos, momentos e amores
O simples olhar de quem está ao lado
A voz rouca, que me rouba arrepios
O grito louco, de sufoco, de socorro
O toque quente da mão que me acalenta
O abraço sincero, o amigo que espero
Eu vivo de sorrisos, momentos e amores
Do riso frouxo, do amor roxo, da amizade de rocha
E aquela vontade incontrolável de cantar mais
De dançar, pular, mexer!
Ou apenas cair sobre os joelhos
Humildemente pedindo aos céus
Que no dia seguinte eu ainda viva
De sorrisos, momentos e amores

12 de agosto de 2013

Pendura o quadro na parede...

Como é bom sair assim... Viajar mesmo que ainda estejamos no mesmo lugar. Desmemoriar daquilo que ainda temos nitidamente na cabeça.
Mas quem tem um lar sabe que uma hora vai ter que voltar, arrumar a bagunça e depois pedir um canto confortável para se jogar. Afinal, quem tem um lar, tem tudo! É só mudar os móveis, pintar as paredes, queimar um novo aroma incenso, pendurar um novo quadro na parede.

O Divina Feminilidade mudou, a autora mudou. Não pera, ainda é a Vanessa, sem ser a mesma Vanessa de antes, rsrs, sei lá né. O blog tá com um aspecto diferente, um conceito diferente, mas ainda continua sendo o nosso cantinho de amor, de loucura. Então meu povo, vamos aproveitar ao máximo a nova fase, como se ela fosse única, e na verdade ela é.

Recomendo esses 2 novos locais:


14 de maio de 2013

Medos e delírios do ser




Em meio à luta árdua de cortar o cordão umbilical, desfazer os nós e estourar a bolha que nos circunda, existe a decepção constante de viver num mundo profano, atoa. As pessoas dão medo, suas palavras machucam, seus olhares condenam, suas atitudes dilaceram, e a gente corre o mais rápido que pode de volta pra bolha, pro colo da mãe, de preferência pro útero que um dia já foi porto seguro. Dai as portas estão fechadas, as janelas pintadas de preto e as paredes se movem, nos espremendo, roubando nosso ar, nossa esperança na humanidade, a confiança, a alegria. Não tem outro jeito, a não ser seguir em frente pisando em cacos de vidro, cacos de nós, seres despedaçados. Juntando retalhos, fragmentos, fiapos de dignidade, de coragem para refazer a bolha, e estourá-la tempos depois, em busca novamente da tal liberdade de ser. Parafraseando, quanto mais conheço os homens, mais tenho nojo de mim, humana, errada, estranha, cruel.

Vanessa Barbosa.

26 de abril de 2013

Há braços.

Aonde houver braços,
Há abraços.
Onde abraços,
Cabem nos braços.
Onde teus braços,
Me abraçam.
Onde meus abraços,
Te enlaçam.
Onde nosso enlaço,
Se faz embaraço.
E nesse nosso abraço,
Te guardo.

Vanessa Barbosa.